As altas temperaturas e o intenso calor na zona equatorial úmida que se abate sobre a cidade de Porto Velho nesta época do ano, tiram qualquer pessoa do sério. Nas instalações da sede da agência da Previdência Social em Porto Velho (Avenida Imigrantes e Jorege Teixeira), durante atendimento normal as condições climáticas dentro do prédio são as piores. Lá fora do prédio beira os 30º graus. Dentro as temperaturas oscilam na casa dos 45º, admitem os funcionários.
O drama é diário; os mais fracos, não agüentam e chegam a desmaiar nos dias mais quentes. O perigo de contágio por doenças infecciosas no ambiente é iminente, acusa a vice - presidente do Sindicato dos Trabalhadores Federais de Saúde e Trabalho em Previdência Social – Sindsprev. “Atendemos os assegurados sem imunidade nenhuma, já que não recebemos vacinas para doenças incidentes como tuberculose, hanseníase, hepatite. Muitos que visitam o INSS são portadores. É uma triste realidade”, explica ela.
De acordo com o presidente do Sindsprev, Sandoval Rodrigues, por isso e mais, os servidores resolveram paralisar atividades por hoje em protesto as condições de trabalhos a que são submetidos. O sindicalista reclama que os condicionadores de ar estão sem manutenção a mais de seis meses, e que o calor intenso, não permite que os funcionários da agência, assim como os assegurados que comparecem recebam um tratamento adequado. “É inumano trabalhar num calor sufocante para o atendimento diário a milhares de pessoas que comparecem no INSS”, desabafou Sandoval.
O presidente do Sidsprev denuncia que há meses vêm sendo cogitada a reparação e manutenção dos condicionadores de ar. Mas que o chefia executiva do INSS em Rondônia, nada pode fazer, pois, os tramites para a licitação e contratação de uma empresa para realizar o serviço nos ares-condicionados, depende de um aval desde Brasília. “Tudo é centralizado lá, e é tratado com muita burocracia. O que ocasiona atraso e demora nas resoluções a qualquer problema”, disse.
Aumento salarial
Sandoval Rodrigues aproveitou para anunciar possível greve indefinida para o dia 08 de agosto. De acordo com ele, se o governo federal não realizar a reestruturação no plano de carreira dos servidores da Previdência com aumento de salários, os funcionários vão parar atividades.
Até o dia 30 de julho o governo federal prometeu atender as reivindicações sindicais em acordo prévio realizado o ano passado. Até essa data, argumenta Sandoval, haverá diversas assembléias para definir a posição dos sindicados em Rondônia. Mas ele adiantou que todos estão comprometidos com os demais sindicatos e acatarão a paralisação nacional.