RONDONOTICIAS sexta-feira, 25 de setembro de 2020 - Criado em 11/10/2001

Só maiores de 30 anos têm salário inicial acima da média nacional

Apenas a remuneração média paga aos mais jovens e mais velhos aumentou em junho, apontam dados do Caged...


Publicada em: 02/08/2020 11:38:26 - Atualizado

O salário médio das contratações formais no Brasil caiu 2,61% em junho, segundo dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Com a variação, apenas os profissionais acima dos 30 anos foram admitidos para receber uma remuneração acima da média nacional de R$ 1.696,22.

O maior salário médio, de R$ 2.253,67, foi ofertado aos trabalhadores com mais de 65 anos. Na sequência, aparecem os contratados com idade entre 40 e 49 anos (R$ 1.922,87), 50 e 64 anos (R$ 1.920,59) e de 30 aos 39 anos (R$ 1.873,97).


O professor de economia Samuel Durso, da Fipecafi, afirma que os dados estão dentro das expectativas. "As curvas de salários indicam que no início da carreira as pessoas recebem pouco. Os ganhos vão aumentando até o ápice por volta dos 30 anos. Depois, começam a cair", destaca ele.

Na outra ponta da lista, o salário de admissão cresce de acordo com a idade dos profissionais, com a menor remuneração paga àqueles com até 17 anos (R$ 1.273,77). Para quem tem de 18 a 24 anos e de 25 a 29 anos, o salário médio para as contratações foram de R$ 1.387,84 e R$ 1.680,79, respectivamente, em junho.

Na passagem de maio para junho, seguiram na contramão do cenário nacional apenas os profissionais mais jovens e mais velhos. O salário de contratação cresceu 0,5% para os com até 17 anos e 10,5% para aqueles com mais de 65.

Para Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), a queda dos salários é mais um dos frutos do impacto do novo coronavírus no mercado de trabalho. 

"A pandemia acentuou a taxa de desemprego que já era elevada e isso faz com que as ofertas de trabalho disponíveis tenham um salário menor. [...] As empresas estão tentando de qualquer jeito fazer as contratações mais baratas, que prejudiquem menos as previsões para o futuro", analisa Tobler.

A posição de Tobler é a mesma partilhada por Durso. "A medida em que a economia vai se recuperando, existe uma redução dos salários médios", explica o professor da Fipecafi.

Apesar da queda da remuneração das novas contratações com carteira assinada em junho, a média do mês é 0,76% superior na comparação com junho do ano passado e 5,53% maior do que aquela ofertada no final do ano passado.





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