Publicado em 30/07/2012 10h00

COLUNA ESPINHA NA GARGANTA

Em 14 de março de 2005 foi divulgada pela mídia nacional a primeira bomba e embrião de corrupção, no início do MENSALÃO —, envolvendo o ex-Chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho, recebendo dinheiro, que mais tarde foi constatada se tratar de uma estratégia montada por Joel Santos Filho, advogado e denunciante da corrupção existente envolvendo a cúpula do Governo, quando se fez passar por empresário, e daí para frente todos nós acompanhamos e assistimos aos filmes e as novelas, com todos os capítulos, no dia-a-dia, através da mídia escrita, falada e televisada.

O vocábulo MENSALÃO é um neologismo, que se tornou popular quando fora utilizado massivamente pelo então Deputado Federal Roberto Jefferson, constituindo-se como uma variante de “mensalidade” para, depois, tomar a forma de “mesada” paga a parlamentares para votarem a favor do interesse do Governo, quando o objetivo da denúncia do então presidente do PTB seria gerar uma cortina de fumaça para inocentá-lo das acusações de corrupção, uma vez que o comando do ECT fora indicado pelo partido que o presidia e teve como endereço certo a Casa Civil da Presidência da República e para que a bomba explodisse e que fizesse o maior estrago possível no colo de seu titular José Dirceu, como mentor intelectual e coordenador de todo o esquema de corrupção do Governo do PT, extensivo à rede dos partidos da base aliada e de correligionários e, assim, desviando as atenções em todos os noticiários — como desviou — e inocentando por completo o envolvimento do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje, com arrependimentos múltiplos, quando todos tinham consciência de que Lula sabia de tudo e até o próprio Jefferson avisara ao Presidente da gravidade de tudo que estava ocorrendo, segundo informou, posteriormente, o próprio denunciante em rede nacional de televisão e nos demais meios de comunicação.

O então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 12 de agosto de 2005, em uma reunião ministerial fala pela primeira vez sobre a existência do MENSALÃO: ...”Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis. Indignado pelas revelações que chocaram o país, e sobre as quais eu não tinha qualquer conhecimento”... “Não tenho nenhuma vergonha de dizer que nós temos de pedir desculpas. O PT tem de pedir desculpas. O governo, onde errou, precisa pedir desculpas’...

A estratégia de defesa do julgamento do ex-Deputado Federal Roberto Jefferson parece que já está pronta e em cinco atos, todas pontiagudas como as de uma zagaia, apetrecho de pesca artesanal com cinco pontas afiadas e cortantes, com direção à garganta do ex-presidente LULA, quando será dada ênfase especial ao arrependimento em não tê-lo denunciado e incluído como o mentor intelectual do MENSALÃO; que avisara ao então presidente LULA sobre tudo que estava ocorrendo no seu governo; a relação de obreiros e partícipes do MENSALÃO e justificados os motivos que levaram a inocentar a participação de LULA, como mentor e gestorno comando do MENSALÃO.

Em assim sendo, os presentes e participantes do julgamento do MENSALÃO deverão usar máscara contra fumaça pois, não tenham dúvida, de que mais uma vez nova cortina de fumaça deverá ser formada e por certo reduzirá o oxigênio no ambiente do STF e com certeza que irá comprometer a respiração de todos os presentes nas dependências do Salão da Corte do Supremo Tribunal Federal, como estratégia jurídica para amenizar e/ou até inocentar o réu, que com certeza será o julgamento mais eletrizante e que dará mais audiência dentre todos os demais.

Apesar de todos os recursos jurídicos que deverão ser utilizados em busca da defesa de Roberto Jefferson, não temos dúvida de que este será condenado, por unanimidade dos votos dos membros do STF, acusado por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, gestão fraudulenta e evasão de divisas, e, desta forma, a estratégia da defesa tentará de todas as formas produzir uma nova imagem do ex-presidente LULA, a todo custo, com a revisão de seu depoimento anterior, incluindo, agora, o ex-presidente da República por omissão, pois ele fora avisado pelo próprio, quando a imagem e a probidade do LULA não serão poupadas.

Não se surpreendam se um fato novo for revelado no decorreu do julgamento do esquema do MENSALÃO, com inicio previsto para 2 de agosto de 2012, quando os quarenta réus acusados em participarem diretamente no maior esquema de corrupção no Brasil — se for revelada a  figura do Ali Babá e os condenados poderão muito bem serem batizados de “Ali Babá e os Quarenta Ladrões  —, considerado juridicamente como o maior esquema de corrupção do Brasil, de todos os tempos, passando pelos regimes do Brasil Colônia de Portugal, Brasil Império, República Nova, Nova República e até aos dias atuais — República Federativa do Brasil.

Em depoimento da época, a mídia revelou que o Banco Opportunity, administrado pelo banqueiro Daniel Dantas, foi uma das principais fontes de recursos financeiros do MENSALÃO, quando acumulava a gestão da Brasil Telecom, controladora da administração da Telemig e da Amazônia Telecom e que injetaram cerca de 127 milhões de reais nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, que, assim, criará o VALERIODUTO, corredor por onde escoava todo este manancial de recursos provenientes dos cobres públicos.

É possível, porém, não provável que surja um novo personagem em toda esta história que muito bem se poderia virar uma comédia e se repetir a presença e a inclusão do ex-presidente LULA, dificilmente exequível, devido a sua blindagem muito resistente e que ainda continua em vigência, com a cromagem apresentando alta resistência, mas se depender da seriedade e da determinação de alguns membros do STF a senha “Abre ó Simsim” — “Abre-te Sésamo” o Ali Babá entrará e sairá da caverna, na hora que bem entender, já que o tesouro já está em repositório seguro, com azeite e tudo mais que tinha direito e lhe deu na telha, e o filme de comédia criada na Arábia pré-islâmica “Ali Babá e os Quarenta Ladrões, que faz parte do Livro das “Mil e Uma Noites”, obra escrita por Antoine Galland, orientalista francês, do século XVIII, terá uma exibição muito breve nas telas tupiniquim do Brasil, ao invés de “Lula, o Filho do Brasil”.

A estréia deste filme terá um recorde de público e de lucros de bilheteria garantidos, com avant-première assegurada para uma platéia especial de cidadãos brasileiros, com ovos e tomates podres em cada mão para jogar na cara de cada ladrão, como um gesto de revolta e de descontentamento de todos que torcem pelo desenvolvimento do Brasil e que não aceitam mais em conviver com tanta bandidagem, oportunismo e com a corrupção que transformou o país em um mar de lamas, com roubo ao erário público, constituindo-se como falta de respeito para com o cidadão que paga os impostos de cada dia e que esperam ao menos que haja seriedade e respeito da classe política para com o cidadão e para com as famílias que formam a população do Brasil.

Se é verdade que este julgamento tenha começo, meio e fim até a realização das próximas eleições de outubro que se avizinha, contrariando a vontade do Governo, e, pelo andar da carruagem, o Partido dos Trabalhadores (PT) terá uma reduzida eleição de prefeitos e de vereadores, em nível nacional, nas próximas eleições, e que as eleições presidenciais vindouras irão se tornar numa incógnita ou até duvidosa para o partido dos vermelhos e, só assim, poderão oferecer equidades para os demais partidos políticos, potencialmente estruturados, como o PMDB e o PSDB. Façam todos suas apostas: eu que acredito nas leis deste país eu creio que a justiça será feita e quem tem contas a pagar terá que pagar e custe o que custar.

 

O ex-Deputado Federal Roberto Jefferson está muito arrependido em não ter incluído o então presidente Lula com mentor intelectual do MENSALÃO, pois com isto teria ocorrido o Impeachment do Presidente e, assim, não teria sido criada a CPI do VALERIODUTO e, agora, ele não iria a julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, com grandes probabilidades em ser condenado a devolver mais de quatro milhões de reais aos cofres públicos, na condição de réu confesso, e de até ficar preso por crime de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

███████████████████████████████████████

       Veja os nossos contatos:

 www.aaspacaas.com.br

 www.coomapeixe-ro.com.br

           E:mail- almeidaengenheiro@yahoo.com.br

Tele-fones: (69) 8111-9492  e  (69) 8446-1730 e (69) 9270-8610                

    _____________________________________________________________

Antônio de Almeida Sobrinho é Engenheiro de Pesca, com Mestrado

em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente

Antônio de Almeida

Antônio de Almeida Sobrinho é graduado em Engenharia de Pesca, com Pós-Graduação em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira e Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente.

PUBLICIDADE