Publicado em 11/02/2014 14h51 - Atualizado em 11/02/2014 14h56

Cheia do rio Madeira: mais de 40 famílias de Porto Velho tem casas alagadas

PORTO VELHO - O nível do rio Madeira alcançou a marca de 16,74 metros, nesta segunda-feira (10), e as águas atingem casas de famílias da capital de Rondônia e moradias ribeirinhas. Na última sexta-feira (7), a Prefeitura de Porto Velho decretou estado de emergência devido ao nível do rio que já ultrapassou a cheia em 2013, quando o máximo atingido foi 16,60 metros no dia 5 de abril. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Porto Velho, coronel José Pimentel, de quinta-feira (6) até a noite de domingo (9) foram retiradas 42 famílias de áreas alagadas.

Os pontos mais críticos são o Beco Gravatal, no bairro São Sebastião, e o bairro Triângulo. O trabalho da retirada das famílias é realizado pela Defesa Civil de Porto Velho e tem o apoio do Corpo de Bombeiros e Exército. ''É complicado porque temos que passar pelas vielas e usar canoas'', destaca Pimentel.


Segundo o coordenador da Defesa Civil, a previsão é que o nível do rio suba até o mês de abril. ''Mas como esse ano o rio começou a subir cedo, a gente espera que comece a baixar antes também. Essa é nossa expectativa'', afirma Pimentel.


O meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), em Porto Velho, Luiz Alves, aponta que a tendência é que a intensidade das chuvas reduzam somente no mês de abril. ''A nossa previsão é que até março as chuvas continuem acima do normal. Fevereiro e março já são meses que chovem muito e a gente tem previsão que vai chover um pouco além. A média para esses meses varia de 300 a 350 milímetros, isso que dizer que deve ultrapassar os 350 milímetros'', afirma.


Mapeamento das áreas de inundação
De acordo com chefe da Divisão de Análise Ambiental do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), em Porto Velho, Ana Paula Strava, o mapeamento das áreas de inundação do rio Madeira em Porto Velho foi concluído em 2007 e serve de base até hoje. O trabalho foi desenvolvido pelo Sipam em parceria com a Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla).


Junto com a previsão para os próximos dias de onde vai chegar o nível do rio e a consulta do mapeamento, o Sipam consegue saber a área que será alegada, segundo Ana Paula. ''A relação dos pontos alagados mandamos para a Defesa Civil para trabalhar com a cota de 16,30 metros e a próxima cota seria 17 metros. As águas já chegaram ao local da feira na rua Rogério Weber '', afirma.


A chefe da Divisão de Análise Ambiental do Sipam prevê que nos próximos dias as águas invadam ainda mais a rua Rogério Weber e cheguem até o estacionamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Na zona Norte da cidade, Ana Paula, explica que as água chegam através do igarapé dos Milagres, no final da Avenida Migrantes, nas casas próximas ao rio Madeira. A última maior cheia registrada no rio Madeira em Porto Velho,segundo a Delegacia Fluvial de Porto Velho foi em abril de 1997, quando chegou a 17,52 metros.
Ana Paula alerta aos comerciantes localizados entre o bairro Triângulo e o Baixa União que se previnam contra as alagações que chegam até este trecho nas cheias do rio Madeira. A chefe da Divisão de Análise Ambiental explica que o mapeamento não é pontual. ''É a área que o rio Madeira atinge. Ele transborda ao longo da orla dele. O rio Madeira entra na cidade pelo Igarapé Grande, pelo Igarapé Santa Barbara e pelo Igarapé Santa Bárbara'', destaca.A cheia do rio Madeira,segundo Ana Paula, atinge principalmente os bairros Triângulo, Nacional, São Sebastião.

Previsão de mais 'água'
De acordo com chefe da Divisão de Análise Ambiental do Sipam, em Porto Velho, Ana Paula Strava, a cheia do rio Madeira é uma consequência das chuvas na Bolívia e no sul do Peru. ''As cidades de Puerto Maldonado e Cochabamba, já decretaram estado de emergência por causa das cheias dos rios Madre de Dios e Mamoré. Essas cheias tem um tempo de viagem até Porto Velho de cinco a dez dias''.


Nesta segunda-feira (10), o rio Madeira está recendo água vinda do Mamoré e do Beni e em cinco dias vai receber influência também do rio Guaporé vindo do Mato Grosso. Nesta terça-feira (11), o rio Madeira receberá mais águas vindas das chuvas que aconteceram na bacia do rio Abunã. ''É um problema que não deve atingir só Porto Velho, mas também Guajará-Mirim e outras cidades ribeirinhas'', destaca.


A previsão de tempo para terça-feira (11)é de tempo nublado com pancadas de chuva e trovoadas. A temperatura varia de 31 ºC 23 ºC e as sensação térmica oscila entre 33 ºC 23 ºC. Já a quarta-feira (12), segundo a previsão do Sipam, será de céu nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas. A temperatura fica entre 29 ºC 22 ºC e a sensação térmica varia de 32 ºC 22 ºC. A previsão para quinta-feira (13), é também de céu nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas. A temperatura máxima será de 28 ºC e a mínima 22 ºC . Já a sensação térmica oscila entre 30 ºC 22 ºC.


Ações emergenciais
Ainda nesta segunda-feira (10), o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, reúne-se com representantes secretarias municipais e estaduais, além do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Ambiental, Exército, Aeronáutica, Empresários e colaboradores para lançar o plano de ação emergencil na prevenção e contenção de alagações.


O coordenador da Defesa Civil, coronel José Pimentel, orienta para que as pessoas enviem SMS para os números (69) 9336 6331 e 92202418 com informações de áreas de risco ou para os telefones da Defesa Civil de Porto Velho (69) 3901 3020 ou 193. 

Autor: por Vanessa Moura - jornalismo@portalamazonia.com

Comentários do Site »

  • dediva das neves de souza 13/02/2014 11h:27

    com á cheia do rio sera que vai alagar a br 364, ou o municipio de jaci parana ,porque pvh ja foi , falta pouco p/ nós tambem ficarmos ilhados .

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