Publicado em 08/06/2012 15h10

Indígenas ocupam sede da Funasa em Porto Velho

Dezenas de índios ocupam desde terça-feira (5) a sede da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) em Porto Velho. A maioria deles vem do Sul do Amazonas e reivindica melhorias na saúde das aldeias. De acordo com os manifestantes, a falta de atendimento médico nas aldeias e o atraso na aplicação das vacinas contribuem para o aumento de mortes nas tribos.

Os indígenas querem o afastamento imediato do chefe do distrito sanitário especial indígena de Porto Velho, Jaumir Marques. Fotos do último relatório técnico de inspeção feito pela vigilância sanitária de Humaitá mostram a situação precária de uma casa de saúde indígena, que fica a mais de 200 quilômetros de Porto Velho e atende mais de mil e cinqüenta índios.

Em Porto Velho, várias famílias vivem de forma precária, alojadas em pequenos quartos no local que já foi conhecido como Casa do Índio. Hoje, eles denunciam que estão sendo vítimas de despejo. Atualmente, as etnias Karitianas e Karipunas estão abrigadas no local que deverá ser desocupado para que tenha início uma reforma na estrutura física, realizada por meio de compensação da usina de Santo Antônio. Mas os indígenas resistem à desocupação e alegam não ter condições financeiras para retornar às aldeias.

De acordo com o coordenador técnico da Funai, Reginilson Jacob, a decisão da reforma foi tomada em conjunto com os índios, em duas reuniões, e que eles acertaram em voltar para a aldeia enquanto isso. “Cortamos o fornecimento de água no prédio porque a encanação está quebrada e gera prejuízos financeiros. Houve um mês que a conta de água chegou a R$ 16 mil”, argumentou.

As tribos envolvidas no protesto são: Tenharim, Parintintin, Mura, Itaparaná, Karitiana (de Rondônia) e Pirahã.

Autor: Marcielen Souto - jornalismo@portalamazonia.com

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