Publicado em 13/09/2012 11h:23 Atualizado em 13/09/2012 11h:26
Nesta quinta-feira (13) completa 69 anos em que uma parte da área dos Estados do Mato Grosso e Amazonas foi desmembrada, ganhando a denominação de Território Federal do Guaporé, em referência ao rio Guaporé, que divide o Brasil da Bolívia.
Em 13 anos, além de Aluízio Ferreira e Vicente Rondon, o Guaporé também foi governado por Frederico Trotta, Joaquim Araújo Lima, Petrônio Barcelos, Jesus Burlamaqui Hosanah, Ênio dos Santos Pinheiro (que faleceu em 9 de agosto de 2012), Paulo Nunes Leal e José Ribamar de Miranda.
A professora e historiadora Yêdda Pinheiro Borzacov era ainda muito pequena quando o território do Guaporé foi criado, mas a data ficou marcada e passou a fazer parte da sua vida e com autoridade de quem estava lá, ela relata que a criação do território criou um grande alvoroço na pequena Porto Velho.
Era aniversário do médico Ary Tupinambá Penna Pinheiro, um dos pioneiros e na mesma festa comemorava-se o batizado da então pequena Yedda. Festa animada, muitos convidados, até que a funcionária da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, Jacira Figueiredo, chega a casa do dr. Ary gritando febrilmente que acabara de ouvir no programa de rádio A Voz do Brasil a notícia de que o presidente Getúlio Vargas havia criado o território do Guaporé.
A festa deixou de ser particular para se tornar pública e em plena oito horas da noite, quando normalmente não se via movimento nas ruas de Porto Velho, porque todos se recolhiam muito cedo, houve um grande alvoroço com vivas a Getúlio e a Aluizio Ferreira, queima de fogos, passeata e muita alegria.
Borzacov conta que a notícia já era aguardada para qualquer momento, uma vez que o então diretor da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, Aluizio Ferreira fazia constantes intervenções ao presidente Vargas pela emancipação de Porto Velho e criação do território. Aluizio foi de imediato nomeado o primeiro governador e no dia 24 de janeiro de 1944 foi instalado efetivamente o Território Federal do Guaporé, agora com a nomeação de secretários, prefeito e outras autoridades.
O secretário-chefe da Casa Civil, Juscelino Amaral, nascido nas cercanias do Vale do Guaporé anos depois, conta que a data era sempre comemorada civicamente nas escolas públicas. “Havia leitura da ordem do dia, apresentação da história, retratando a importância da criação do Território”. Segundo ele era uma data muito celebrada, mas que acabou caindo em desuso com a transformação do território em Estado, mas que ainda assim é importante ser lembrada, porque Rondônia é hoje o resultado da luta de pioneiros que lutaram pela emancipação e pelo território até que chegasse na condição atual.
Autor: Decom