RONDONOTICIAS sexta-feira, 23 de agosto de 2019 - Criado em 11/10/2001

“Pau que bate em Chico, bate em Francisco”


Por Valdemir Caldas

17/04/2019 15:26:25 - Atualizado

Inegavelmente, há, no país, o desejo (se não de todos, mas, com certeza, da maioria da população) de moralidade da coisa pública. São cada vez mais claras as demonstrações de cansaço do que representa a corrupção, a imoralidade e a desordem moral, criando escola de degeneração dos costumes, como se a desonestidade houvesse se incorporado à cultura do povo e um trágico e desgraçado fatalismo fosse o mentor dessa realidade, mas sabemos que não é assim.

Não é mais possível conviver, pacificamente, com tanta bandalheira, com a força de pistolões, mandando e desmandando na administração pública, deturpando e substituindo valores. E o Estado de Rondônia não poderia ficar à margem dessa desapontadora e cruel realidade. A politicalha, sempre a serviço de corruptos e viciados, a gerar o interior sentimento de descrença nos valores éticos e intelectuais.

Curiosamente, quando a policia entra em campo para apurar eventuais desvios de conduta, logo aparece alguém para tentar desqualificar o trabalho investigatório, provavelmente querendo esvaziar o conteúdo das acusações e, consequentemente, transformar o suspeito em vítima, o que, em tese, só faz aumentar as dúvidas de que há alguma coisa a esconder. Afinal, nada temer quem nada dever. As manobras, como se sabe, têm o fito de gerar tumulto e embaraçar a apuração das denúncias de quem aposta na ingenuidade e na falta de memória de um punhado de desvalidos.

Aquilo que para alguns não passa de espetacularização policial, para outros é um procedimento normal durante um processo de investigação. Ou não? Então só por que o cidadão ocupou posto de mando no governo do Estado não pode ser alvo de busca e apreensão? “Pau que bate em Chico, bate em Francisco”. A Lei deve ser aplicada a todos, independente de cor, sexo, religião ou classe social. Ninguém está acima dela. Infelizmente, ainda há casos em que a Lei tem caráter seletivo, porém, bem ou mal, as instituições vêm desempenhando o seu papel, ainda que muitos se sintam incomodados com isso.

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